terça-feira, 19 de abril de 2011

A lua é de praxe.

  Enquanto não termino alguns esboços que quero lançar a vós, continuarei a postar meus poemas.

  Todo poeta que se preza faz um poema sobre a lua. Como o assunto é vasto sobre esse astro adjacente, melhor seria de versos-livres, onde pode-se discorrer com calma e sem preocupação. Quiz fazer isso, mas quando vi, estava metrificado.
   Neste poema, o eu-lírico dialóga com a lua como se ela risse de sua desgraça. Realmente, quem nunca conversou ou pensou em conversar com essa atriz dos céus escuros que todos nossos pesos vê? É um crédito à demência.

   INVEJOSA LUA

Porque tu ainda insistes,
Satélite em rotas prévias
Que rondas em mesas ébrias
Ver-me assim tão triste?

Encara-me ao ponto
Esfrias-me na minha espinha
Duma covardia não minha
Diante de tal afronto.

Eu caído em tristeza
Tu caídas em felicidade
Ris e conta a toda cidade
Sobre a humana natureza.

Quantos já ouvistes
Relatos de sofrimento
Tantos outros de desalentos
Que apaixonados homens lhe contaram.

E ris assim tão seca
Dos desiludidos feitos
De homens que em seu forte peito
Outrora certo amor carregaram.

Boêmios apaixonados
De esperança sempre viva
Revivendo a triste vida
Procurando aos lados
Para muitos humanos ver.
Diversidade tão imensa
Oportunidade intensa
Para seu amor reviver

E no céu é quase nada de sua natureza exótica.

E ris falsa para aliviar
A dor de também estar só
Nessa sua noite de luar


Fique com Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário